“Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor?” Papa Francisco

Papa em Sta. Marta: Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor?
Francisco convida a romper a formalidade e louvar: a oração de louvor nos torna fecundos

Por Redacao

ROMA, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O Santo Padre na missa desta terça-feira falou sobre a fecundidade da oração de louvor. Ao comentar a primeira leitura, extraída do segundo Livro de Samuel, destacou que se nos fecharmos na formalidade, nossa oração se torna fria e estéril.

Em sua homilia, Francisco deteve-se principalmente sobre a figura de Davi “que dança com todas as suas forças diante do Senhor” e recordou que “todo o povo de Deus estava em festa, porque a Arca da Aliança havia regressado à casa. A oração de louvor de Davi- explicou- “o levou a perder a compostura e dançar diante do Senhor “com todas as suas forças”. Isto é oração de louvor! – exclamou o Papa-.

Este trecho o levou “a pensar em Sara”, depois de dar à luz: “O senhor me fez dançar de alegria”.  Por isso, “é fácil entender a oração para pedir uma coisa ao Senhor, para agradecer-Lhe, ou mesmo a oração de adoração”, mas a “oração de louvor não nos vem de maneira tão espontânea”.

Alguns podem dizer: “‘Mas, Padre, isso é para aqueles da Renovação no Espírito, não para todos os cristãos!’”. “Não – afirmou o Papa- a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na Missa, todos os dias, quando cantamos o Santo… Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus pela sua grandeza, porque é grande! E dizemos a Ele coisas bonitas, porque gostamos disso. ‘Mas, Padre, eu não sou capaz…’ – alguém pode dizer. Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor? De perder um pouco a compostura para cantar? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”

Devemos rezar “com todo o coração”. “É um ato inclusive de justiça, porque Ele é grande! É o nosso Deus!”. Davi -recordou o Papa- “estava feliz porque voltava com a Arca, com o Senhor: seu corpo rezava com a dança”.

O Papa Francisco, como de costume, sugeriu algumas perguntas: “Mas como vai a minha oração de louvor? Eu sei louvar ao Senhor? Sei louvar ao Senhor quando rezo o Glória ou o Sanctus, ou movo somente a boca sem usar o coração?’. O que me diz Davi, dançando? E Sara, dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade, começa outra coisa: uma festa!”

“A alegria do louvor nos leva à alegria da festa –explicou o Papa-.Então, o Pontífice recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do Rei Saul, Micol, o repreende e lhe pergunta se não sente vergonha por ter dançado daquela maneira diante de todos, já que ele era o rei. Micol “desprezou Davi”.

“Eu me pergunto – continuou- quantas vezes nós desprezamos no nosso coração pessoas boas, que louvam ao Senhor como bem entendem, assim espontaneamente, porque não são cultas, não seguem atitudes formais? E diz a Bíblia que Micol ficou estéril por toda a vida devido a isso! “O que quer dizer a Palavra de Deus? Que a alegria, que a oração de louvor nos torna fecundos! Sara dançava no auge da sua fecundidade, aos noventa anos! O homem e a mulher que louva ao Senhor, que quando reza o Glória se alegra ao prenunciá-lo, que quando canta o Sancto na missa se alegra por cantá-lo, é uma mulher ou um homem fecundo”.

Por fim, advertiu Francisco, “os que se fecham na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabem como Micol: na esterilidade de sua formalidade”. E convidou a imaginar Davi que dança “com todas as suas forças diante do Senhor”. Disse ainda que “nos fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai, ó portas, os vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.

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Vai em paz tio, rumo a sua última viagem nesse “trecho”

milton

Não podíamos imaginar, pegou a todos nós de surpresa e… por um instante a dor conseguiu roubar de nós a esperança e a alegria. Ainda é difícil de acreditar que ele se foi, quando sua presença ainda continua tão forte e real em nós, quando temos a sensação de que a qualquer momento ele vai entrar por aquela porta e ocupar o vazio do seu lugar, quando ainda escutamos o som de sua voz forte, quando ainda percebemos a sua presença ríspida e inacreditavelmente doce, essa mistura que só nele conseguíamos encontrar. O aperto de mãos calejadas, a benção fervorosa, o abraço esmagante, e o beijo… Ah, o beijo desconcertante, que mais parecia o desejo de eternizar os últimos momentos, o desejo de fazer tudo que ainda podia fazer, de sentir-nos bem juntos dele, de nos amar com tudo que ainda tinha e podia.

Durante a infância de muitos de nós o conhecemos como um aventureiro, um herói das histórias, um forasteiro no trecho, do qual durante anos só ouvíamos as histórias e presenciávamos a dor que a saudade causava nos seus. Uma correspondência, a notícia de que retornaria foi motivo de grande emoção, corremos para esperá-lo, depois do abraço ouvíamos seus conselhos, aventuras e histórias… Sua presença do meio de nós ultrapassou nossas ilusões e fantasias, porque aos poucos fomos percebendo que aquele homem que chamava tanta a nossa atenção era um grande herói da vida real.

Somos todos aqui participantes dessa emocionante história que foi a sua vida nesta terra, história de dor, lutas e superações, de fé e de muito amor. Mas também cada um de nós viveu com ele uma história única, pessoal e particular, se perguntássemos a cada um, tenho certeza de que todos nós teríamos inúmeros momentos marcantes vividos com ele pra contar, momentos que vamos levar pra toda a nossa vida como ensinamento e inspiração de quem soube o melhor dela tirar.

Ele foi uma daqueles poucas pessoas, iluminadas, que veio a este mundo para defender os pequenos, para o sacrifício, para fazer os outros felizes, sem nem mesmo se importar com sua própria felicidade. Ele participou afetiva e efetivamente da vida de cada um dos que amava, mesmo que isso significasse rejeição e desentendimentos momentâneos… e amou até doer! Doeu, e como doeu, a sua brava luta pra mudar o que precisava ser mudado, pra suportar a ansiedade de querer nos mostrar o que realmente importava, e assim foi se gastando dia após dia nos pequenos e intensos atos de amor.

Vó, tia Efigênia, Bia, Aldinha, Letícia, nossa pequena Isadora, pai, tios, primos e amigos. Sei que não conseguimos compreender este momento, mas nem tudo nesta vida é pra ser entendido, algumas coisas permanecerão um mistério para nós. Mas de uma coisa eu tenho certeza, meu tio nunca foi se deitar sem realizar tudo o que Deus o inspirava para cada dia, ele nunca deixou nada para amanhã, ele nunca deixou de nos ensinar, nos repreender, nos exortar, cuidar de nós, de socorrer, de dar um abraço, um sorriso, perdoar, amar, lutar, trabalhar, sofrer, se alegrar, se emocionar… Enfim, viver intensamente cada segundo de sua vida! Por isso creio que ele esteve sempre preparado para o dia em que Deus o resolvesse chamar, e esse dia chegou, e o encontrou não em uma esquina, não gastando a toa o seu pouco tempo, mas na lida de sua missão, fazendo o que lhe dava mais orgulho e prazer, trabalhando e construindo os seus sonhos, construindo o futuro dos seus. Ele fez tudo o que tinha que ter feito no tempo que Deus o permitiu fazer, e hoje quando contemplo cada olhar de dor e saudade, mas também de orgulho e amor, vejo o quanto ele semeou, trabalhou e deixou no coração de cada um de nós.

Gratidão a Deus é o que emana incessantemente dos nossos corações por toda a sua vida, por tudo que Deus o permitiu viver, aprender e realizar, pela nova chance, e pela força dada para retomar e reconstruir.  E a esperança e a alegria não se foram, elas estão presentes aqui em cada um de nós que testemunhou a sua jornada nesse “trecho”. Vai em paz rumo a sua última viagem, onde enfim se encontrará com a verdade que tanto buscou, e onde um dia todos enfim nos reencontraremos. Confiamos-te a misericórdia e a justiça de Deus. Te amamos para sempre, sempre e sempre…

Palavras de benção!

Amigos, gostaria de agradecer a todos que deixaram suas felicitações aqui na última terça-feira por ocasião do meu aniversário…

Deus é tão bom, e sua sabedoria é tão grande, que divide a nossa vida em marcos, sabendo que seria tão necessários para a levarmos a nossa vida adiante… Um novo segundo, um novo minuto, uma nova hora, uma nova manhã, um novo dia, uma nova semana, um novo mês, uma nova estação, um novo ano…

Em alguns desses marcos tudo se torna mais propício para darmos um tempo e analisarmos a nossa vida. Completar mais uma ano de vida é um deles. Obrigado pelas palavras de cada um que de alguma forma celebrou comigo o dom da minha vida.

Lendo as mensagens de vocês agradeci a Deus por tudo que Ele fez em meu favor, por tudo que Ele me permitiu construir, pelos amigos que me permitiu conquistar, pelos que se foram, pelos que decidiram ficar. Pela família imperfeita mais perfeita que Deus quis me dar. Desfiz impressões, quebrei votos íntimos, revoguei sentenças, libertei e decidi libertar-me.

Bendizer é o que podemos fazer de melhor na vida do outro. Se antecipar na defesa é mais digno do que se antecipar na condenação. Advogar é mais difícil que condenar. Esse é o tipo de ensinamento que quero por toda minha vida levar.

Obrigado pela palavras de bençãos que farão toda diferença nessa nova etapa, obrigado por fazerem parte deste marco. Louvo e bendigo a todos e a cada um que fazem parte da minha história.

Abraços!!!

A queda no número de católicos: ameaça ou chance? IMPERDÍVEL !

Dom Henrique – Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju

A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance.

Caro Internatua, saiu o resultado do último censo no tocante à religião no Brasil. Diminuiu o número de católicos, como já era de se esperar. Por todos os lados aparecem análises desse resultado. Em maio de 2006 escrevi sobre este tema. Não mudo uma vírgula do que escrevi naquela época. Cada vez que sai uma nova pesquisa, republico o meu texto, porque é o que penso e me apraz compartilhar com outros esta análise… Aqui vai ela mais uma vez, toda inteira, tal como escrevi em maio de 2006, sem tirar nem pôr!

***

Recente estudo, apresentado na PUC de São Paulo, dá conta que a cada ano, no Brasil, a Igreja católica perde 1% de seus fiéis. Há gente muitíssimo preocupada com isso. É bom mesmo! Gostaria de partilhar com você, caro Visitante, alguns pensamentos sobre esta realidade.

(1) É necessário, antes de tudo, compreender que parte deste fenômeno é típico de nossa época e, neste sentido, não podemos fazer nada para detê-lo. Pela primeira vez na história humana a população mundial é preponderantemente urbana, vivendo num intenso processo de massificação, desenraizamento cultural e despersonalização e pressionada por uma gama desumanizante de informação. Os meios de comunicação, com sua incrível força de penetração, e o excesso de ideias em circulação desestabilizam os valores das pessoas e das sociedades de modo nunca antes imaginado. Esse fenômeno faz com que se perca o sentido e o valor da tradição.

Não faz muito tempo, cada pessoa era situada em relação à sua família à sua comunidade. O indivíduo sabia quem era, de onde vinha, quais seus valores, qual seu universo existencial… Agora, isso acabou: cada um se sente só, numa corrida louca para ser feliz a qualquer custo, iludido, pensando que os valores dos antepassados e do seu grupo só são valores se interessarem a si próprio, individualmente: é verdade o que é verdade para mim; é bom o que realiza meus desejos e expectativas; cada um é a medida do bem e do mal. É triste, mas cada pessoa acha que tem o direito e o dever de começar do zero e “redescobrir a roda”, de fabricar sua receita de felicidade, determinando de modo autônomo o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que não é. Isto é pura loucura, mas é assim! E lá vamos nós, gritando: “Eu tenho o direito de ser feliz; a vida é minha e faço como eu quero. Eu decido o que é certo e o que é errado…”

(2) No tocante à religião, o homem da sociedade consumista e hedonista do Ocidente não está à procura da verdade, mas sim do bem-estar. A sociedade ocidental já não crê que se possa atingir a Verdade e viver na Verdade. Agora há somente a verdadezinha de cada um, feita sob medida: é “verdade para mim” o que me faz sentir bem, o que resolve minhas necessidades imediatas. Religião não é mais questão de aderir à Verdade que dá sentido à existência, mas sim de entrar num grupo que resolva meus problemas afetivos, emocionais, de saúde e até materiais… Religião não é um modo de servir a Deus e nele me encontrar, mas um modo de me servir de Deus para resolver minhas coisas… Como diz o Edir Macedo, a Bíblia é uma ferramenta para se conseguir aquilo que se quer! Vivam RR Soares, Edir Macedo e companhia…

(3) A urbanização violenta e massificante faz com que as pessoas busquem refúgio em pequenos grupos que lhes proporcionem aconchego e segurança. Por isso as seitas atraem tanto: elas criam um diferencial entre mim e o mundo cão; dão-me a sensação de estar livre do monstro da desumanização, do anonimato, da nadificação…

Veja bem, meu Leitor, que contra esta realidade a Igreja não pode fazer muito. A multidão continuará presa das ideias desvairadas dos meios de comunicação; a busca do bem-estar egoístico continuará fazendo as pessoas buscarem a religião como um refúgio e um pronto socorro e, finalmente, a busca de se sentir alguém, fará as pessoas procurarem pequenos grupos nos quais se sintam acolhidas e valorizadas.

Mas, por que este fenômeno atinge sobretudo os católicos?

Por vários motivos:

a) Somos a massa da população brasileira e não temos como dar assistência pastoral personalizada a todos os fiéis. Isso seria praticamente impossível, mesmo que tivéssemos o triplo do número de padres e agentes de pastoral…

b) Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém.Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvicas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja!

c) No Brasil há, desde os anos setenta, uma verdadeiraanarquia litúrgica, ferindo de morte o núcleo da fé da Igreja. Bagunçou-se de tal modo a liturgia, inventou-se tanta moda, fez-se tanta arbitrariedade, que as pessoas saem da missa mais vazias que o que entraram. A missa virou o show do padre ou o show “criativo e maravilhoso” da comunidade. A missa tornou-se autocelebração… Mas, as pessoas não querem show, criatividade nem bom-mocismo: as pessoas querem encontrar Deus nos ritos sagrados! Hoje, infelizmente, celebra-se com mais respeito e seriedade um culto protestante ou um toque da umbanda que uma missa católica!

No culto não se inventa, na umbanda não se inventa; na liturgia da Igreja do Brasil, o clero se sente no direito absurdo de inventar! Isso é um gravíssimo abuso e uma tirania sobre a fé do povo de Deus! É muita invenção, é muita criatividade fajuta. Bastaria abrir o missal e celebrar com devoção e unção, cumprindo as normas litúrgicas…

d) A Igreja no Brasil, em nome de uma preocupação com o social (que em si é necessária e legítima) descuidou-se dos valores propriamente religiosos e muitas vezes fez pouco da religiosidade popular (quantas vezes se negou uma bênção, uma oração de cura, a administração de um sacramento, uma procissão com a presença do padre, o valor de uma novena e de uma romaria…). Ora, hoje o “mercado” de religião é diversificado: se o padre não sabe falar de Deus, o pastor sabe; se na homilia não se prega a palavra, mas se a instrumentaliza política e ideologicamente, o pastor prega a palavra; se o padre não dá uma bênção, o pastor dá… Infelizmente, às vezes, tem-se a impressão que a Igreja é uma grande ONG, preocupada com um monte de coisas e não muito atenta a pregar Jesus Cristo e a sua salvação… Não se vê muito nossos padres e freiras apaixonados por Cristo e pelo Evangelho. Fala-se muito em valores do Reino, compromisso cristão, etc… Isso não encanta! Quem encanta, atrai, comove, converte e dá sentido a vida é uma Pessoa: Jesus Cristo!

e) Outra triste realidade é o processo de dessacralização. Parece que o clero e os religiosos perderam o sentido do sagrado. Adeus ao hábito religioso, adeus à batina, adeus ao clergyman, adeus à oração fiel e obediente da Liturgia das Horas, adeus ao terço diário (”para que terço?”), adeus ao ethos, isto é, àquele conjunto de realidades, de modo de ser e de viver que fazia com que o povo reconhecesse o padre como padre, o religioso como religioso, a freira como freira.Parece que se faz questão de transgredir, de chocar, de desnortear a expectativa do povo, de negar a identidade… Hoje tudo é ideologizado: a pobreza é “espiritual” e não real, material, concreta; assim também a obediência, a vida mística, a penitência e a mortificação e, muitas vezes, os votos e compromissos… Tem-se, portanto,uma religião cerebral e não encarnada na carne da vida, da existência concreta material… E nada mais anticristão que um cristianismo cerebral…

f) Nossas comunidades são meio frias; nossos padres não têm muito tempo. Não temos leigos capacitados para  da acolhida, que faça com que nossas igrejas estejam abertas e tenham pessoas para ouvir, aconselhar, consolar… Infelizmente, ainda que não queiramos, às vezes a Igreja parece uma grande repartição pública e impessoal… A paróquia somente terá futuro como cadeia de comunidades vivas e aconchegantes, nas quais se façam efetivamente a experiência da proximidade de Deus e dos irmãos…

g) As homilias em nossas missas são chatas e moralizantes: só dizem que devemos ser bonzinhos, justos, honestos… A homilia deveria ser anúncio alegre da Palavra que comunica Jesus e sua salvação, tal como a Igreja sempre creu, celebrou e anunciou. A homilia deve ainda ser fruto de uma experiência de Deus; somente assim reflete um testemunho e não um exercício de propaganda. A fé que devemos anunciar é a fé da Igreja, não nossas teorias e nossas idéias estapafúrdias… Isso desnorteia e destrói a fé do povo de Deus. Por que alguém seria católico se nem os ministros da Igreja acreditam realmente na sua doutrina e na sua moral? Os padres nisso têm uma imensa responsabilidade e uma imensa parcela de culpa!

Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja, caro Visitante, e pense:

1. O cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fé e moral. Nós estamos vendo o fim do cristianismo de massa, que começou com o Edito de Milão, em 313, e com o batismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no cristianismo pode mesmo haver conversão de massa?

2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vidapara todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por sua Igreja católica.

3. O fato de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo interreligioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas.

Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica.

4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, afetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil…

É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda!Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto!

Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração.

 

Por Dom Henrique

Congregação protestante pentecostal se converte ao catolicismo. Aprendamos a ser católicos com esse pastor!

Fonte: Revista Pergunte e Responderemos

Em Detroit (U.S.A.)

O relato subseqüente narra as etapas da conversão do pastor Alex Jones e de sua comunidade ao Catolicismo. A autora do relato é a sra. Diana Morey Hanson, cujo texto foi traduzido por José Fernandes Vidal e enviado a PR via internet.

Segue-se o texto, ao qual será acrescentado breve comentário.

INTRODUÇÃO

Quando o rev. Alex Jones prega, sua voz cheia de profunda sensibilidade ressoa fora do ambiente da cúpula branca da Igreja Cristã Maranatha, na avenida Oakman, no oeste de Detroit. Entretanto, assim não acontecerá mais por muito tempo: o espaçoso e formalmente ornado templo foi vendido. Isto porque a Congregação, predominantemente afro-americana, se reduziu de 200 para 80 nos últimos dois anos, pois o pastor Jones, 58 anos, trocou o culto Pentecostal por uma réplica da Missa Católica.

E no domingo, 4 de junho, celebrando a Unidade Cristã e a Ascensão do Senhor, a Congregação decidiu, por 39 votos a favor e 19 contra, os próximos passos necessários para se tornar católica. Sua história é uma jornada de fé que está cheia de surpresas, angústias, dúvidas, amor e alegria.

“ESTÁ MALUCO”?

“Eu pensava que algum espírito se apoderara dele”, diz Linda Stewart sobre seu tio Alex, pastor da Igreja Maranatha (que em aramaico significa “o Senhor vem”). “Pensava que nessa procura pela verdade ele se extraviara e perdera a cabeça”. A razão para a preocupação de Linda Stewart era que seu tio, tido como um pai por ela desde o falecimento de seu verdadeiro pai havia alguns anos, trocara o estudo da Bíblia, realizado às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja. E gradualmente foi trocando o culto dominical por um definitivo retorno à Missa Católica: ajoelhar-se, Sinal da Cruz, Credo de Nicéia, celebração Eucarística – todos os nove passos. “Tínhamos aprendido que a Igreja Católica era a grande prostituta”, explicou Linda. “Tínhamos aprendido que o Papa era o anticristo… Maria? Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos em frente, seguíamos exatamente a Jesus e, então, lá ele veio e nos torceu com umachave-inglesa. Eu estava triste -disse Stewart – e pensava: ‘está maluco se julga que iremos cair nessa!’”.

O princípio de tudo isso ocorrera há alguns anos, quando Jones assistira a um debate entre o anti-católico David Hunt e o apologista Karl Keating no show de rádio “Catholic Answers” (= “Respostas Católicas”).

Keating fizera uma pergunta profunda: “Em quem você acredita no caso de um acidente: naquele que ali estava como testemunha ocular ou naquele que apareceu após se passar anos?” Para aprender sobre a Primitiva Igreja Cristã, Keating acentuou que era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, que estavam lá desde o começo.

“Isso fazia sentido, mas eu ainda não estava maduro para mudar”, diz o rev. Jones. “Guardei isso no meu coração e ponderei; mas nada me fez sentido até que li os Padres e constatei uma Cristandade que não tínhamos na nossa Igreja”.

A MUDANÇA

O Rev. Jones estava começando… “Percebi que o centro do culto não era a pregação nem as celebrações dos dons do Espírito, mas a Eucaristia como o Corpo e Sangue de Cristo presente” – diz.

No começo do verão de 1998 o pastor Jones, com seu estudo da Bíblia nas quartas-feiras, decidiu reativar o culto da Igreja Primitiva. Um mês mais tarde, Jones passou a realizar uma celebração eucarística todos os domingos. “Minha Congregação considerou isso ridículo” – ele recorda. “Eles julgavam que uma vez por mês era o suficiente. Reconheci que o povo queria soltar sua voz repleta de tristeza” – diz.

Somadas aos usos teológicos, havia diferenças raciais, culturas e sociais, impedindo que concordassem. “A única instituição negra afroamericana própria é a igreja” – diz Jones. “Quando você abre mão dela e vai para uma instituição própria branca, que é insensível às necessidades dos negros americanos, não fica fácil”.

O livro “Cruzando o Tibet”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, proporcionou a Jones ensinamentos das Escrituras sobre o Batismo e a Eucaristia. Jones reportou-se a Ray quando procurou o Seminário do Sagrado Coração e falou com Bil Riordan, anteriormente professor de teologia ali. Começou a se encontrar com Ray de forma regular e a dialogar quase diariamente por telefone ou e-mail. O estudo da Bíblia às quartas-feiras de Jones se tornou um estudo sobre os primitivos Padres da Igreja, sobre o Catecismo Católico, Maria, os santos, o purgatorio, a teologia sacramental e o desenvolvimento da doutrina.

“Comecei a deixar de lado a Sola Scriptura (= somente a Bíblia), o coração e a alma da fé protestante” – diz Jones.

O POVO COMEÇOU A SAIR

Até a sobrinha de Jones pensou assim. “Cada Domingo ia para casa e dizia: ‘Este é o meu último Domingo. Vou sair e não voltar mais lá’”. Mas, diz Stewart, como confiava que seu tio era um homem de Deus, acabava retornando e gradualmente as coisas começaram a fazer sentido. No processo de trocar o serviço de culto da Maranatha, o rev. Jones pensou: “Por que eu deveria recriar a roda?” Havia já uma igreja que fazia isso: a Igreja Católica!

“Comecei por perceber que a igreja da sala superior era a Igreja Católica” – diz Jones. “Todas as demais tiveram uma data de começo e fundador posteriores. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder tudo o mais”. Assim, foi ele testado…

PERTURBAÇÃO NO FRONT DOMÉSTICO

“Primeiro pensava que ele fora atraído pelo excitamento de fazer liturgia como os Primitivos Padres da Igreja” – diz Donna Jones, esposa de Alex, de 33 anos. “Isto parecia coisa temporária. Então, ele começou a trocar as coisas drasticamente e eu comecei a realmente ficar admirada do que estava levando adiante. Fiquei perturbada porque sentia que ele estava indo para o caminho errado”.

Muitas vezes, afirma o pastor Jones, sua esposa e seus três filhos adultos, José, Benjamim e Marcos, eram completamente hostis às mudanças. Mas isso não era surpresa.

“Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de adoração a ídolos” – diz Donna. “Assim, quando começou a abraçá-la, eu disse: ‘Há alguma coisa errada aqui’. Ele me prensou na parede*.

Alex e Donna começaram a discutir e a debater os usos, muitas vezes nas primeiras horas da manhã.

“Eu comecei a estudar a Igreja Católica porque precisava refutar o que ele estava pregando” – explicou Donna. “Precisava de munição. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou a ter lugar no meu coração”. No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do RCIA (o Rito de Iniciação Cristã para Adultos) da paróquia de Cristo, em Ann Arbor, se encontrou com os Jones na casa de Steve Ray.

“Decidi, antes de deixá-los afundar ou nadar por si mesmos” – diz Walters – “que ofereceria minha ajuda a eles”. Walters forneceu-lhes, aos mais velhos e aos diáconos, Catecismos Católicos, e respondia a suas muitas perguntas sobre a doutrina católica. Desde março de 1999, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras por 4 ou 5 horas. “Levei a maioria do meu material da RCIA para eles” – diz.

Donna levantava sempre mais perguntas. “Eu fazia as questões que trazia das ruas, para as quais me sentia mais desesperada por respostas, e falava ao Senhor Jesus como se tivesse uma conversa com outro ser humano no carro” – diz ela. “Meus lábios se moviam e eu não dava atenção a quem me via”.

Ela lutou com a real possibilidade de que a admissão na Igreja Católica poderia significar a perda do emprego de seu marido. “Assim, eu disse: Senhor o que estou fazendo após 25 anos de ministério? O que há com minhas mãos? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure” – ri. “Então o Espírito Santo me falou no coração: ‘Eu não estou questionando a sua concordância. Estou tratando da sua conformação com a imagem de Cristo’”. Exatamente 8 meses depois, Donna se dirigiu a seu marido numa tarde e anunciou: “Eu sou Católica”.

 

A CONDUTA CAUTELOSA DE ROMA

Mas o processo de admissão na Igreja não é de modo algum tão rápido. A Maranatha comunicou-se com a Arquidiocese de Detroit durante mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela já que há muito a ser estudado, incluindo a RCIA, a situação dos re-casados e as posições do ministério católico adequadas para os ministros do Maranatha.

Ned McGrath, diretor de comunicações da Arquidiocese de Detroit, liberou a mudança à adoção do Credo. “No espírito do Grande Jubileu, o Cardeal Maida e a Arquidiocese se abriram ao questionamento de outros líderes cristãos e/ou suas congregações em perspectiva a possíveis mudanças para associações individuais à Igreja Católica Romana. Até agora esses diálogos podem e devem ser descritos como introdutórios, privados e inconclusivos”.

Há algumas semanas, o bispo Moses Anderson, único bispo afroamericano de Detroit, realiza o culto nos domingos na Maranatha. Após o culto ele responde às perguntas e diz à Congregação que os bispos estão excitados com a situação ocorrida ali. “Ele diz que os bispos discutem tanto porque não querem parecer estar tirando vantagem da situação” -afirma Walters.

Por enquanto, há a possibilidade do pastor Jones entrar para o seminário e se tomar padre ou diácono católico. Pastores casados de outros credos têm feito exatamente isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa igreja carismática episcopal antes de deixar sua igreja e presbiterato para se unir á Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, Anderson recebeu a permissão de Roma para se tornar um padre católico e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração no outono, para começar três anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.

Ironicamente, Anderson encontrou Jones há alguns anos atrás, por ocasião de um encontro de pastores da área de Detroit, liderado pelos Guardas da Aliança. “Aconteceu que nós nos sentamos próximos um do outro” – diz Anderson.“Não estava planejando me tornar católico naquele tempo. Falamos acerca dos primitivos Padres da Igreja e nos tornamos bons amigos”.

O Rev. Jones não se perturba sobre seu futuro como ministro. Ele diz que está preparado para fazer o que o cardeal Adam Maida o aconselhe a fazer. “Posso sair e conseguir um emprego agora” – ri Jones. Ele foi professor da escola púbica de Detroit por 28 anos, 17 dos quais conjugando esse estudo com seu trabalho pastoral.

SER OU NÃO SER CATÓLICO

Tudo, finalmente, se decidiu com o voto de 4 de junho. A questão: “Você quer tomar os próximos passos necessários para admissão na Igreja Católica?” Logo que a Congregação entrou pelas grandes portas de madeira do Maranatha,todos começaram a colocar seus votos amarelos na urna. Não importava qual o resultado, a família Jones – incluindo os três rapazes e suas famílias – sabiam que continuariam sua caminhada em direção à Igreja Católica. Irromperam aplausos quando a decisão a favor de se tornar católica foi anunciada, mas a vitória foi agridoce.

Jones encorajava os 19 que votaram para não continuar na Congregação, já que ela continuaria com a mudança; mas ele já previra que alguns a deixariam. “Este é o aspecto mais penoso da coisa. Ver pessoas que você ama ir embora porque não entenderam” – diz Jones.

Até mesmo membros da igrejas vizinhas estavam transtornados. “É como se eu tivesse me unido ao inimigo, como se os tivesse traído. Teve gente me chamando de volta, dizendo: Eu o amo, estou rezando por você, mas não entendo o que está fazendo’. E não importava você tentar fazê-los entender: eles não queriam ouvir”.

Entre esses 19 da Maranatha estava Leola Crittendoh, 64 anos. “Sou uma das pioneiras” – ela diz. “É como a morte da igreja. É de cortar coração”. Crittendon disse que nunca assistira às reuniões das tardes de quartas-feiras porque sabia que não se tornaria Católica. “Isso não era comigo”. O Pastor Jones – diz ela – era como um irmão para ela e para sua família. “Nós o amamos ternamente; desejamos que fique bem e rezamos por ele diariamente; mas a família vai em busca de outra igreja” – diz Crittendon. “O Pastor Jones disse que essa era a vontade de Deus para ele, mas essa não é a vontade de Deus para mim e a minha família”.

Para outros foi ocasião de festa: “Estou muito feliz” – diz a sobrinha de Jones, Linda Stewart. “Não posso esperar para entrar em comunhão plena com a Igreja [católica] porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui e preciso ser parte dessa Igreja”.

Diz DeGloria Thompson, uma mãe divorciada com dois adolescentes: “É excitante estar exatamente na linha da Igreja de Cristo”.

“Estou pronto” – diz Gregório Clifton, 41 anos, pai de quatro jovens crianças. “Gosto de ir e receber a Eucaristia”.

O Reverendo Michael Williams tinha sido durante 12 anos um dos mais velhos da Maranatha. “Sei seguramente, sem qualquer sombra de dúvida, que esta mudança é uma mudança divina e a direção que estamos tomando é uma direção divina”.

O rev. Alex Jones também sabe disso. “Este é um trabalho definitivamente do Santo Espírito” – diz. “Quando me foi revelado que esta era sua Igreja, não tive uma decisão difícil a tomar, embora soubesse que custaria tudo” – diz.

Agora há a necessidade de um templo para a nova igreja. Os membros da Maranatha têm 30 dias para encontrar um. Jones não está perturbado. “Confiamos em que Deus nos encontrará um” – diz. Para o Pastor Jones e para a Congregação Marantha, esta história continuará…

REFLETINDO…

Mais uma vez verifica-se que o fio condutor que levou os irmãos protestantes ao Catolicismo foi o estudo da história da Igreja e de seus grandes escritores: estes manifestam a ação do Espírito Santo que acompanhou o desenvolvimento do grão de mostarda semeado por Jesus e entregue aos Apóstolos e seus sucessores com a promessa de assistência infalível. A árvore que é hoje a Igreja Católica, corresponde ao grão de mostarda inicial. O estudo da história mostra a ação do Espírito Santo para evitar degenerescência.

O olhar do protestante é bem diverso. Dir-se-ia que, para ele, o Cristianismo começa com Lutero ou um reformador posterior. Ignora ou faz como se ignorasse as grandes testemunhas da fé antigas e medievais. Donde surge a pergunta: Deus terá esquecido a sua Igreja? Jesus terá traído os seus seguidores, permitindo que caíssem no paganismo, do qual Lutero os veio libertar? Visto que estas hipóteses são inadmissíveis, resulta que existe continuidade entre Jesus Cristo e a Igreja Católica de hoje, continuidade mediante a qual conhecemos o verdadeiro Cristo e sua autêntica mensagem. Quem se afasta desta continuidade encontra apenas o “bom senso” de “profetas” humanos.

http://www.catholiceducation.org/articles/apologetics/ap0077.html

A legalização do aborto no Brasil

 

“Onde está aquela igreja militante, gloriosa, que sabia ter voz profética, que fazia abaixo-assinados contra a ALCA, contra as privatizações, que rasgava as vestes diante de tantas atrocidades feitas pelo governo? Onde está a profecia da Igreja Católica do Brasil? A Igreja Católica do Brasil só é profética quando a causa é de esquerda. Quando a causa é de fidelidade ao Papa, a Palavra de Deus, a Tradição Católica, a Doutrina e a Moral Cristã tradicional, então reina a desconversa. É aqui que está a vergonhosa realidade da Igreja Católica nesse País, a nossa liderança fica calada enquanto crianças inocentes sofrem a ameaça de morte.”

 

Sacerdotes Infelizes

Acontece em todas as religiões e em todas as igrejas. Soa como catástrofe. Alguém sente-se chamado a ensinar caminhos de felicidade e promover ajustes e acaba infeliz e desajustado. O Deus que ele anuncia não funciona para ele. Está infeliz, é infeliz e não consegue fazer os outros felizes. Pode ser enfermidade, pode ser lacuna no processo de formação. Pouco estudado ou culto, o fato é que precisa de ajuda e não aceita. Acha que não precisa. Mas todo mundo vê que seu pregador não é feliz. Seus gestos e atitudes o traem.

Insatisfação com lugar, ministério, transferência, estudos, resposta do povo, bebida, expectativas frustradas, promoção que não veio, ingratidão, preterição, perda de motivação, rotina, abandono da leitura, abandono da prece, abandono da meditação, rotina dos sacramentos, sentimentos frustrados, tudo contribui para o azedume, o queixo caído, os sobrolhos crispados, as respostas bruscas, a impaciência, a ironia, as criticas, os queixumes e a murmuração.

E há o que persegue fama, diversão, mundanidades, conhece todos os vinhos, todos os pubs, todos os restaurantes finos, todos os teatros, todas as peças, todos os livros, todos os programas de televisão, mas tem dificuldade de atender o povo. Faz tempo que perdeu a gentileza e a paciência. E há o turista que viaja não para pregar, mas por viajar. E tira dias a três férias de 15 dias a pretexto de estudos que não faz. E há o sofredor, silencioso que faz tudo certo, mas por dentro não está feliz. Não sabe se lhe falta alguma coisa ou algum alguém. O fato é que não está feliz!

E há o investimento para os pais e para a irmã, o carro novo, a roupa estilizada, os amigos da alta roda, os ricos, os bajuladores, a indispensável cervejinha, as discussões, os gritos, as desfeitas, o silêncio e o mutismo…

Infeliz! Nada está bom, nada estará bom, nada vai dar certo. Lá ele não vai, isso ele não faz, desse jeito ele não quer! O bispo, o conselho, os superiores já nem não contam mais com ele. Deixam que faça o que quer, já que não faz o que deveria. E ele faz o que bem entende e, mesmo assim, não está satisfeito. Falta alguma coisa que com tanto estudo e leitura ele não sabe dizer o que é. Cria uma comunidade e conflita com ela. Funda uma igreja e conflita com ela. Católico, evangélico ou pentecostal, seus colegas de ministério não sabem mais o que fazer por ele.

Há o que prega bonito quando o chamam. Falar ele sabe. Viver é que ficou difícil. Os casais percebem e oram por ele. Colegas oram, amigos oram. Mas ele não se apruma! Se alguém está errado este alguém não é ele!

Já tentou falar sério com um deles? Então já sabe qual foi a resposta. Já tentou tirar da água alguém que perdeu as forças? Aconselhamento, direção espiritual, psicólogo? Quantos aceitam?

Faça de tudo para não perder a motivação dos primeiros dias e coloque na sua mente e no coração, se é que você distingue entre os dois, a idéia de que foi ordenado para ser segundo e para servir; nunca procurar os primeiros lugares nem conforto nem sonhar alto demais. Foi chamado para estar lá, com os mais carentes e com o povo; ajudar com ou sem maiores repercussões, com ou sem reconhecimento, com ou sem conforto e, se for o caso, sem troféu nem aplausos. Ser simples em tudo é uma salvaguarda poderosa contra a infelicidade. Não há fórmulas mágicas, mas a disponibilidade salva e direciona.

De um venerando sacerdote que passou a vida ouvindo e aconselhando sacerdotes, religiosos e religiosas insatisfeitos, ouvi, numa conferência, uma frase marcantes a respeito de felicidade e infelicidade: “São mistérios administráveis pelo desapego”. Não sei se entendi o alcance de sua filosofia, mas sei aonde quis chegar. Numa noite de tempestade faltou energia na casa e acendi uma pequeníssima lanterna que tinha de reserva. O pequeno facho da pequena lanterna foi o suficiente para eu concluir o meu trabalho. Meu computador tinha carga para cinco horas… Armazenar pode ser o verbo!…

Fonte: Pe. Zezinho